USINA DE VALORIZAÇÃO DO RSU (RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS)

Todos nós sabemos que grande parte dos resíduos domiciliares tem como destino os aterros sanitários ou os lixões. Para melhorar esta realidade a Veiga apresenta um modelo alternativo, ambientalmente correto e com viabilidade econômica.

É um modelo inovador com tecnologia 100% nacional e que vai ao encontro com todas as exigências impostas pela politica nacional de resíduos sólidos.

Funciona assim: os resíduos chegam á usina em caminhões de coleta, são depositados em um local coberto com piso impermeável evitando a contaminação do solo. Na sequencia os resíduos são conduzidos ao rasgador de sacolas por uma carregadeira, o conteúdo das sacolas é transportado por uma carregadeira onde acontece a triagem dos materiais de maior valor agregado. Após a seleção os resíduos são enfardados e repassados para as indústrias. Não havendo esta triagem a esteira funciona como fiscalizadora dos resíduos para separar objetos de grande porte ou metálicos, em seguida os rejeitos são fragmentados por um triturador industrial e conduzidos aos silos dosadores.

O próximo passo é a desidratação mecânica, realizada por um equipamento inédito que separa o material orgânico e o lodo do sintético. O lodo é encaminhado para uma usina de biogás, tecnologia sustentável que gera energia elétrica suprindo o consumo da usina. O lodo inerte resulta em um bio fertilizante de alta qualidade.

Mas o que aconteceu com a parte sintética? O sintético resultante chamado de flake tem o volume reduzido a 1/5 do seu volume inicial e pode ser armazenado para uso posterior, só esta etapa já representa grande impacto econômico e sócio ambiental positivo, além de criar condições de reutilização dos compostos resultantes como subprodutos do processo.

Numa segunda etapa o flake, basicamente plásticos e sintéticos, é transportado para um túnel secador. Após a uma peneira rotativa que separa partículas orgânicas remanescentes. Por fim é levado ao misturador que faz a plastificação, transformando os  sintéticos em um composto termoplástico, garantindo a sobrevida do material. Esse composto apresenta a possibilidade de ser reinserido no processo produtivo como matéria prima ou ser transformado em produtos de grande valor agregado através de conformação por prensa hidráulica, extrusora ou injetora.

A Veiga acredita e trabalha para apresentar solução completa para 100% do resíduo solido urbano, ampliando a cadeia produtiva, gerando trabalho, novas fontes de receita, conferindo sobrevida ás áreas de aterro e contribuindo de forma definitiva para implantação da politica nacional dos resíduos sólidos.

RECICLAGEM DE RESÍDUOS – REJEITOS DA COLETA SELETIVA

RECICLAGEM DE RESÍDUOS – REJEITOS DA COLETA SELETIVA

A Veiga Sul desenvolveu um conjunto de máquinas para o reaproveitamento de resíduos sem valor de mercado, resíduos como sacolas de mercado, plásticos dublados com tinta, têxteis, etc. Tudo isto pode ser misturado e se transformar em um material altamente resistente e durável.

Esta solução foi exportada para o Haiti para atender um projeto social criado pelo Frei Aldir Crocoli, com o objetivo de criar empregos com a produção de telhas e tijolos com material reciclável retirado das ruas da cidade de Taberre.

COMO FUNCIONA ESTA SOLUÇÃO

Os resíduos oriundos da coleta seletiva geralmente são conduzidos para cooperativas que são organizadas para realizar a triagem dos resíduos e nesse processo são retirados materiais que podem ser reaproveitados na indústria, porém após esta triagem existe uma grande sobra que chamamos de rejeito e a solução funciona assim:

O rejeito passa por um aquecedor rotativo que tem a finalidade de retirar toda a umidade e diminuir o volume para tornar as próximas etapas do processo mais produtivas, depois da secagem, o rejeito já com seu volume reduzido é conduzido a um misturador interno Alawik, equipamento patenteado, o qual homogeneíza e transforma os resíduos em um composto termoplástico que possui uma consistência homogênea e uma coloração cinza, que pode seguir para dois processos. No caso de seguir para uma linha continua como telhas ou chapas, este composto deve ser fracionado e conduzido ao moinho de facas, transformando em um granulado, este granulado alimenta uma extrusora através de um funil de alimentação. Este equipamento plastifica novamente o composto e proporciona uma lamina na largura do produto que se deseja produzir. Essa lamina passa por uma calandra com rolos refrigerados e posteriormente para uma prensa continua onde estão fixados os moldes com o desenho do produto desejado e que conforma em um processo continuo e produtivo e com grande viabilidade econômica.

Outra alternativa para a valorização do rejeito é através da conformação por prensa hidráulica. Nesse caso não há necessidade de moer o composto, sendo conduzido diretamente para um molde que está fixado na prensa e desse modo podemos fabricar diversos tipos de produtos como tijolos, pisos, chapas, meio fio, bancos e muito mais, enfim, este processo é uma solução completa para os resíduos, aumentando a renda das pessoas envolvidas no processo de reciclagem atual, sendo uma contribuição inegável ao meio ambiente.

As máquinas enviadas ao Haiti têm capacidade para produzir em torno de 1,5 mil quilos de material por dia. Por hora, ele garante que 25 telhas sairão prontas para serem utilizadas.

AS MÁQUINAS DESENVOLVIDAS PARA ESTE PROJETO:

Aquecedor rotativo

É a máquina responsável por secar os plásticos antes de entrarem no misturador.

Misturador fechado (Alawik)

É a máquina mais importante do processo. Ela desmancha o plástico, formando uma espécie de massa homogênea, sem adição de qualquer produto químico. Produz uma média de 25 quilos de massa polimérica, o que permite fazer ao menos 700 blocos por dia.

Moinho ou triturador

Na primeira parte do processo, a máquina é utilizada para moer os resíduos para reduzir de volume. Ele tritura em torno de 150 quilos de plástico por hora ou mais de uma tonelada diária.

Prensa horizontal

É a máquina que dá forma ao produto e é utilizada para a fabricação de tijolos e cumeeiras. Em seis minutos de prensagem, o produto esfria o suficiente para ser retirado e está pronto para receber algum tipo de acabamento.

Extrusora e prensa contínua

É a máquina utilizada exclusivamente na fabricação de telhas que será o carro-chefe do projeto. É um conjunto de máquinas: uma para esquentar a matéria-prima, outra para formar a lâmina plana, outra para formatar as canaletas e uma guilhotina para cortar a telha na dimensão planejada.

Fluxo para fabricação de tijolos e cumeeiras

  • Aquecedor rotativo
  • Misturador fechado (Alawik)
  • Prensa horizontal

Fluxo para fabricação de telhas

  • Aquecedor rotativo
  • Misturador fechado (Alawik)
  • Moinho ou triturador
  • Extrusora e prensa contínua

Assista o vídeo de apresentação deste projeto